Segundo o diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, um vazamento de dados é um dos riscos mais perigosos para empresas que operam com sistemas integrados, equipes híbridas e grande volume de informações. Tendo isso em vista, a proteção corporativa deixou de depender apenas de ferramentas técnicas e passou a exigir governança, processos claros e cultura de segurança.
Em ambientes modernos, dados circulam por plataformas em nuvem, dispositivos móveis, integrações externas e canais de colaboração, o que amplia a superfície de exposição. Por isso, reduzir riscos exige uma abordagem estruturada, capaz de combinar classificação de dados, controle de permissões, criptografia, treinamento, monitoramento contínuo e resposta rápida a incidentes. A seguir, veremos como transformar a segurança da informação em uma prática diária, estratégica e alinhada à realidade das empresas digitais.
Por que a classificação de dados é o primeiro passo?
Toda estratégia contra vazamento de dados começa pela compreensão do que precisa ser protegido. Muitas organizações armazenam informações sensíveis sem distinguir níveis de criticidade, o que dificulta a aplicação de controles adequados. Dados pessoais, contratos, relatórios financeiros, credenciais, registros de clientes e informações estratégicas não devem receber o mesmo tratamento de documentos públicos ou materiais institucionais.
Isto posto, classificar dados permite definir prioridades e evitar desperdício de recursos. Quando a empresa identifica quais informações são confidenciais, restritas, internas ou públicas, consegue aplicar políticas proporcionais ao risco. Além disso, de acordo com o especialista em tecnologia, software e inteligência artificial, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, essa prática facilita auditorias, reduz acessos indevidos e orienta decisões sobre armazenamento, compartilhamento e retenção.
Como permissões mal definidas aumentam o vazamento de dados?
Permissões excessivas estão entre as causas mais comuns de exposição de informações corporativas. Em muitos casos, colaboradores mantêm acessos antigos após mudanças de cargo, desligamentos ou encerramento de projetos. Esse acúmulo cria brechas silenciosas, pois usuários visualizam, copiam ou compartilham dados sem necessidade real para suas funções.
Assim sendo, o princípio do menor privilégio deve orientar a gestão de acessos. O diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, explica que cada pessoa deve acessar apenas o necessário para executar suas atividades, pelo tempo necessário e com rastreabilidade. Tendo isso em vista, revisões periódicas, autenticação multifator e segregação de funções ajudam a reduzir riscos, especialmente em ambientes com sistemas em nuvem, ERPs, CRMs e plataformas colaborativas.
Quais controles técnicos ajudam a proteger informações sensíveis?
A proteção contra vazamento de dados depende de controles técnicos bem planejados, mas eles precisam funcionar como parte de uma estratégia maior. Criptografia, backup seguro, gestão de identidade, logs de acesso e ferramentas de prevenção contra perda de dados reduzem a chance de exposição e aumentam a capacidade de reação diante de comportamentos suspeitos.

Portanto, segundo Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, antes de investir em novas soluções, a empresa deve avaliar quais riscos realmente enfrenta e como cada controle se conecta aos processos internos. Entre as medidas mais relevantes, destacam-se:
- Criptografia de dados: protege informações em repouso e em trânsito, dificultando o uso indevido mesmo em caso de acesso não autorizado.
- Autenticação multifator: reduz a dependência exclusiva de senhas e dificulta invasões por credenciais comprometidas.
- Gestão de dispositivos: controla notebooks, celulares e tablets corporativos, inclusive em políticas de trabalho remoto.
- Registro de atividades: permite identificar acessos incomuns, downloads excessivos e tentativas de violação.
- Bloqueio de compartilhamentos indevidos: impede envio de arquivos sensíveis por canais não autorizados.
Esses recursos ganham força quando a empresa define regras claras de uso e acompanha sua aplicação. Caso contrário, ferramentas sofisticadas podem se tornar apenas camadas isoladas, incapazes de impedir falhas operacionais e decisões inseguras no dia a dia.
Por que treinamento ainda é decisivo na segurança corporativa?
Mesmo com tecnologias avançadas, as pessoas continuam no centro da segurança da informação. Assim sendo, um colaborador que clica em um link falso, compartilha arquivo com destinatário errado ou armazena dados sensíveis em local inadequado pode gerar incidentes relevantes. Por isso, treinamento não deve ser tratado como obrigação pontual, mas como processo contínuo de conscientização, conforme informa Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, diretor de tecnologia.
Os treinamentos devem abordar phishing, uso de senhas, compartilhamento de documentos, cuidados com redes públicas, proteção de dispositivos e comunicação de incidentes. Aliás, quando a equipe entende o motivo das regras, tende a segui-las com mais consistência.
A segurança depende de método e continuidade
Em última análise, reduzir riscos de vazamento de dados em ambientes corporativos modernos exige mais do que instalar ferramentas. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira conclui que a empresa precisa conhecer seus dados, limitar acessos, proteger informações sensíveis, treinar equipes e monitorar continuamente seus ambientes digitais. Essa combinação cria uma defesa mais consistente contra falhas humanas, ataques externos e erros de configuração.
A segurança também deve evoluir junto com o negócio. Novos sistemas, integrações, fornecedores e modelos de trabalho exigem revisões frequentes das políticas de proteção. Ou seja, quando a organização trata segurança como parte da gestão corporativa, e não como responsabilidade isolada da tecnologia, ela aumenta sua resiliência e protege melhor seus ativos mais valiosos.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

