Com o avanço das ações do Projeto Visão em Dia para além das escolas municipais de Ferraz de Vasconcelos, o programa passou a alcançar um perfil mais amplo de estudantes da rede pública da região do Alto Tietê. A inclusão de escolas estaduais nos ciclos de atendimento do Instituto Visão Conectada ampliou o número de crianças e jovens com acesso à triagem oftalmológica gratuita e ao recebimento de óculos sem custo, chegando a um público que, de outra forma, dificilmente teria acesso a esse tipo de serviço.
Franco Douglas Lima Dias, idealizador do programa, orientou essa expansão com a mesma lógica que definiu o início das atividades do Visão em Dia: chegar onde a demanda existe e onde o acesso é mais restrito. As escolas estaduais da região concentram um perfil de público semelhante ao das municipais, com famílias sem condições de acessar consultas oftalmológicas particulares e crianças que nunca haviam passado por triagem visual antes da chegada do programa.
O que mudou com a inclusão de escolas estaduais no programa?
A inclusão de escolas estaduais nos ciclos de atendimento do Projeto Visão em Dia ampliou significativamente o alcance do programa na região do Alto Tietê. As redes estaduais costumam concentrar um volume maior de alunos do que as municipais e atendem a uma faixa etária mais ampla, incluindo adolescentes que estão em uma fase de desenvolvimento em que condições como o ceratocone têm maior probabilidade de se manifestar.
Conforme aponta a trajetória do Instituto Visão Conectada, a expansão para a rede estadual foi acompanhada pelo mesmo cuidado operacional que caracteriza as ações do programa nas escolas municipais: triagem individualizada, diagnóstico completo e entrega de óculos no mesmo dia do atendimento para todos os casos que indicaram necessidade de correção.
Quais casos foram identificados nas escolas estaduais atendidas?
As ações realizadas pelo Projeto Visão em Dia nas escolas estaduais da região do Alto Tietê revelaram o mesmo padrão encontrado nas escolas municipais: crianças com miopia e astigmatismo não corrigidos, jovens sem nenhum histórico oftalmológico anterior e, em alguns casos, condições que exigem atenção especializada além da correção convencional.

Na avaliação de Franco Douglas Lima Dias, a consistência dos achados entre diferentes tipos de escola confirma que o problema de acesso à saúde ocular na rede pública não é específico de uma rede ou de um município. É uma realidade que se repete em cada ambiente onde o programa ainda não chegou.
Como o programa articula o atendimento em redes diferentes?
A atuação do Projeto Visão em Dia em redes municipais e estaduais exige articulação com diferentes secretarias e gestores educacionais. O Instituto Visão Conectada desenvolveu, ao longo de seus ciclos de atuação, a capacidade de estabelecer esses contatos e de garantir que o programa chegue às unidades de ensino com as autorizações e os alinhamentos necessários para que o atendimento aconteça de forma organizada e eficaz.
Para Franco Douglas Lima Dias, a capacidade de operar em diferentes redes de ensino é parte do que permite ao Visão em Dia crescer sem perder a qualidade que caracteriza cada ciclo de ações.
O que os próximos ciclos nas escolas estaduais preveem?
Segundo informações sobre a iniciativa, os próximos ciclos do Projeto Visão em Dia preveem a continuidade e a expansão do atendimento nas escolas estaduais da região do Alto Tietê, com foco em unidades que ainda não foram contempladas pelo programa. Franco Douglas Lima Dias mantém o objetivo de ampliar o alcance do Visão em Dia para o maior número possível de estudantes da rede pública, independentemente de qual rede de ensino frequentam.
Cada nova escola estadual incorporada ao programa representa um conjunto de crianças que passará a ter acesso a uma triagem que, sem o Visão em Dia, simplesmente não existiria em seu ambiente escolar.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

