O doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em Geriatria, com ampla expertise na área e fundador do projeto social Humaniza Sertão, acumula uma experiência que transforma sua visão sobre a medicina e sobre o ser humano por meio do Humaniza Sertão. Três anos de trabalho em comunidades vulneráveis do sertão cearense ensinaram lições que nenhuma formação acadêmica poderia proporcionar completamente, como: lições sobre resiliência humana, sobre a força da solidariedade e sobre o que significa, de verdade, cuidar de alguém. Ao longo deste artigo, você vai conhecer os aprendizados mais profundos dessa trajetória e entender por que a gratidão é um dos pilares mais poderosos de qualquer projeto social sustentável. Acompanhe!
O que três anos de projeto ensinam sobre as comunidades do sertão?
Três anos de presença mensal nas comunidades do sertão constroem um conhecimento que nenhum levantamento de dados captura. Isto é, o conhecimento que vem do contato direto com as histórias das pessoas, com os desafios específicos de cada localidade e com as formas criativas pelas quais comunidades vulneráveis constroem resiliência diante de condições difíceis.
Segundo Yuri Silva Portela, uma das lições mais impactantes é que as comunidades do sertão não são apenas receptoras de cuidado. Isto é, elas são parceiras ativas no processo de construção de saúde, com saberes e formas de organização que precisam ser valorizadas. De forma que chegar com humildade para aprender antes de ensinar foi uma das descobertas mais transformadoras dos primeiros meses do projeto.
Além disso, a constância ensinou algo fundamental: a confiança se constrói com presença repetida ao longo do tempo. De maneira que as comunidades atendidas há mais tempo respondem de forma completamente diferente. Há um acolhimento e um engajamento que só o tempo e a consistência conseguem construir, e que nenhuma ação pontual, por mais generosa, consegue replicar.
Como a gratidão das comunidades transforma os voluntários?
A gratidão expressa pelas comunidades tem um efeito transformador sobre os voluntários, que frequentemente superam o impacto que eles imaginavam causar nos pacientes. Sendo assim, receber gratidão genuína de pessoas que nunca esperaram aquele tipo de cuidado é uma experiência que reconstrói o sentido da vocação profissional e renova o compromisso de continuar.

De acordo com o doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em Geriatria, vários voluntários relatam que o contato com as comunidades do sertão mudou profundamente sua prática cotidiana. De modo que o fisioterapeuta que viu um idoso caminhar com mais segurança após uma única orientação, passa a valorizar diferentemente cada atendimento em sua clínica, e o psicólogo que acolheu o sofrimento de alguém que nunca teve esse espaço desenvolve uma escuta mais profunda em todos os seus pacientes.
Portanto, essa reciprocidade é o que torna o voluntariado sustentável no longo prazo. Quando quem dá também recebe, o engajamento se alimenta de uma experiência de sentido que renova a motivação a cada nova ação realizada. Sendo assim, cuidar se torna uma fonte de crescimento para todos os envolvidos.
Quais são os sonhos para o futuro do projeto?
O Humaniza Sertão olha para frente com ambição de impacto e humildade operacional. Assim, os três anos de impacto consistente constroem não apenas um histórico, mas uma base sólida de aprendizados que informam o futuro.
Conforme destaca o doutor Yuri Silva Portela, fundador do projeto social Humaniza Sertão, o desejo é ampliar o alcance geográfico, chegando a comunidades ainda mais remotas. Então, desenvolver iniciativas de educação em saúde que gerem impacto entre uma ação e outra e inspirar outros profissionais a criarem projetos semelhantes em suas regiões são objetivos que movem o planejamento do projeto. Cada novo projeto inspirado pelo Humaniza Sertão é um legado que se multiplica de formas que nenhuma iniciativa isolada conseguiria alcançar.
Três anos são o começo de uma história que continua
Três anos de Humaniza Sertão são um marco que merece celebração, mas sobretudo são o ponto de partida de uma história que está longe de terminar. O legado do doutor Yuri Silva Portela se mede nas vidas que mudaram, nos profissionais que se tornaram melhores e nas comunidades que aprenderam que merecem ser cuidadas.
Conheça, apoie e compartilhe o Humaniza Sertão. Cada voz que amplifica essa história contribui para que ela continue sendo escrita por muito mais tempo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

