Florestas próximas a rios e represas são a primeira etapa do tratamento da água. É assim que a EBS, empresa de soluções para o setor, acompanha o avanço da proteção dos mananciais, que liga a conservação ambiental, recursos hídricos e eficiência do abastecimento.
Mananciais são fontes de captação de água para o consumo humano, incluindo rios, represas, lagos e aquíferos subterrâneos. A qualidade da água bruta que chega às estações de tratamento depende diretamente das condições da bacia hidrográfica, como cobertura vegetal, uso do solo e preservação das nascentes. A proteção da bacia é um fator determinante para a estabilidade da água captada.
Confira a seguir por que a vegetação exerce papel tão relevante na qualidade da água, quais soluções baseadas na natureza ganham espaço no setor e como os instrumentos legais e econômicos estimulam a conservação das áreas de captação, frente que integra a visão de planejamento por bacia hidrográfica acompanhada pela EBS.
O papel da vegetação na qualidade da água
As matas ciliares, que acompanham as margens de rios e reservatórios, atuam como filtros naturais. As lagoas são capazes de reter sedimentos carregados pela chuva, reduzir a erosão das margens e diminuir a chegada de nutrientes e outras substâncias aos corpos d’água. Isso contribui para que a água bruta apresente menor turbidez e maior estabilidade ao longo do ano.
A cobertura florestal também favorece a infiltração da água no solo e a recarga dos aquíferos, contribuindo para a manutenção da vazão dos rios nos períodos de estiagem. No Brasil, o Código Florestal, instituído pela Lei nº 12.651, de 2012, define as Áreas de Preservação Permanente ao redor de nascentes, cursos d’água e reservatórios, reconhecendo a função dessas áreas para os recursos hídricos.
Esse efeito é refletido diretamente na operação das estações. Em empresas do ramo de soluções para o saneamento básico, tais como a EBS, a redução do volume de sedimentos da água bruta tende a resultar na diminuição do consumo de produtos químicos, bem como do número de lavagens dos filtros. Tal circunstância, por sua vez, pode contribuir para uma operação mais eficiente no uso dos insumos.
Soluções baseadas na natureza e instrumentos de incentivo
As soluções baseadas na natureza utilizam processos ecológicos para cumprir funções que também podem ser atendidas por estruturas de engenharia convencional. Na proteção de mananciais, as principais frentes incluem:
- Restauração de matas ciliares: o plantio de espécies nativas nas margens de rios e reservatórios recompõe a função de filtro natural da vegetação.
- Proteção de nascentes: o cercamento e a recuperação do entorno das nascentes preservam os pontos de origem da água e evitam a compactação do solo.
- Conservação de solo em áreas rurais: práticas como terraceamento, plantio direto e curvas de nível reduzem a erosão e o carreamento de sedimentos.
- Pagamento por serviços ambientais: produtores rurais recebem incentivos financeiros para conservar ou restaurar áreas estratégicas para a produção de água.
- Monitoramento da bacia: imagens de satélite, estações hidrológicas e análises de qualidade acompanham a evolução das condições do manancial.
O pagamento por serviços ambientais foi reconhecido por meio da Lei nº 14.119, de 2021, que instituiu a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico coordena o Programa Produtor de Água, que também incentiva a conservação em bacias hidrográficas consideradas estratégicas para o abastecimento público.
A integração entre essas soluções e a infraestrutura convencional de tratamento resulta no conceito de infraestrutura verde e cinza. Esse olhar integrado para a bacia hidrográfica estabelece um diálogo com o campo de atuação da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, o qual pode ser acessado no endereço ebs.eng.br, e amplia o alcance do planejamento do saneamento.
Bacia protegida, abastecimento mais eficiente
A proteção de mananciais evidencia que a qualidade da água se inicia muito antes da estação de tratamento. A preservação de florestas, a proteção de nascentes e o manejo adequado do solo contribuem para a estabilidade da água bruta, refletindo-se diretamente nos custos de operação, na segurança hídrica e na preservação da biodiversidade nas bacias hidrográficas.
Diante da expansão dos sistemas de abastecimento prevista nas metas de universalização, a conservação das áreas de captação assume um papel cada vez mais estratégico no planejamento do setor. A EBS avalia essa integração entre engenharia e natureza, reforçando a responsabilidade socioambiental como parte da garantia de água para as próximas gerações.

